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Autoridades chinesas matam cachorro de mulher confinada por Covid


As imagens de um cachorro de estimação que foi espancado até a morte por autoridades de saúde da China, quando sua dona estava em quarentena devido a medidas de restrição contra a Covid-19, causaram indignação em todo o país (veja no vídeo acima).


O caso é mais um dos relatados por donos de animais sobre o quão longe o governo chinês pode chegar para impor sua estratégia de "tolerância zero" contra o vírus, em que adota lockdowns pesados e testagem em massa quando poucos casos são registrados.


O assassinato aconteceu em Shangrao, cidade a 1,5 mil km ao sul da capital Pequim, e levou as autoridades locais a emitir um comunicado dizendo que a dono do animal e os profissionais de saúde haviam "chegado a um entendimento".


As imagens de Chaofen sendo espancado por funcionários do governo vestidos com equipamentos de proteção foram feitas por uma câmera na casa da dona do cachorro. O animal chega a correr após ser atingido na cabeça por uma barra de metal.


A dona do animal, identificada pela imprensa local como Fu, afirmou depois da agressão que Chaofen havia morrido e que os animais de estimação de alguns vizinhos tiveram o mesmo destino.


Algumas cidades como Xangai permitem que as pessoas mantenham seus animais de estimação em quarentena, segundo a Bloomberg, mas outras estão adotando medidas extremas.


Uma mulher em Chengdu, cidade a 1,8 mil km a sudoeste de Pequim, disse que seus gatos foram mortos também neste mês por autoridades locais após ser colocada em quarentena, segundo o jornal "South China Morning Post".

'Parceiros espirituais'

Após a repercussão do caso de Chaofen, a Associação de Proteção a Pequenos Animais da China pediu um sistema de quarentena para cuidar dos animais de estimação que se encontrem nesta situação.


"Os animais de estimação são parceiros espirituais das pessoas e não devem ser prejudicados sob o pretexto de combater a pandemia", disse a entidade em um comunicado, que acusou autoridades de "tirar uma vida inocente, sem a menor capacidade de se defender".


"Como podemos confiar em um Estado que diz servir ao povo, mas aplica a lei tão brutalmente?", questionou uma pessoa nas redes sociais, segundo a agência de notícias France Presse.


G1

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