• A Tribuna Do Cariri

Cúpula do Cidadania racha e adia definição de federação com PSDB ou Podemos


Em reunião de mais de quatro horas na manhã desta terça-feira (1º), a Executiva do Cidadania rachou e não chegou a maioria sobre nenhuma das hipóteses de federação discutidas internamente. O partido tem propostas para formar esse tipo de aliança –inédita no sistema partidário brasileiro e com duração obrigatória de quatro anos– tanto com o PSDB quanto com o Podemos, siglas dos pré-candidatos a presidente João Doria (SP) e Sergio Moro (PR).


A cúpula do Cidadania, que também tem como pré-candidato o senador Alessandro Vieira (SE), colocou em votação indicativos a favor da federação com esses dois partidos e com o PDT, de Ciro Gomes, de forma individualizada.


Na sinalização pró-aliança com os tucanos, defendida pelo presidente do partido, Roberto Freire, foram dez votos a favor, dez contrários e uma abstenção –o ex-senador Cristovam Buarque se absteve em todas as deliberações, alegando ser contrário a esse tipo de aliança.


Na votação a respeito do Podemos, que tem apoio do líder do partido na Câmara, Alex Manente (SP), foram nove votos favoráveis, 11 contrários e uma abstenção. No caso do PDT, foram apenas sete votos a favor.


Como nenhuma das hipóteses formou maioria na Executiva, ficou decidido que o diretório nacional vai votar sobre cada uma das alternativas de federação em 15 de fevereiro. Há uma tendência favorável à aliança com o PSDB, já que São Paulo e Pernambuco, que tem participação proporcionalmente importante no quórum de votantes, defendem essa federação.


Entretanto, 12 diretórios estaduais, como Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraíba –estado do governador João Azevêdo– se posicionaram contra a aliança com os tucanos por questões ideológicas ou de disputas regionais. “Reiteramos nosso apoio à pré-candidatura do senador Alessandro Vieira (SE) à Presidência da República pelo Cidadania e a disposição de dar continuidade aos entendimentos com o Podemos e PDT com objetivo de construir uma federação de partidos”, afirmaram os presidentes desses estados em nota pública.


O senador e pré-candidato disse ter votado contra os indicativos de federação votados pela Executiva por falta de clareza nas regras. “Federação a toque de caixa só interessa a São Paulo e Pernambuco. Não descarto que não possa haver entendimento da terceira via. O que não pode é impor federação sem regras claras, como Roberto está tentando”, afirmou Alessandro Vieira.


Roberto Freire rebateu as críticas do correligionário. “Ele acha que só tem diálogo e respeito quando ele tem a última palavra. Ele colocou lá o que ele queria e foi votado por todos. Ele parece que não entende o que é diálogo e colegiado”, disse o presidente do Cidadania.


“Seja qual for o resultado, não vai haver federação sem quebrar ovos”, definiu Alex Manente.

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