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Edna Henrique (PSDB) deve desistir da reeleição, para reforçar a pré candidatura do seu filho



A bancada federal paraibana (Câmara e Senado), poderá sofrer em 2022, uma das maiores renovações da sua história. Eleita em 2018, a atual composição da bancada paraibana em Brasília, não vem agradando o eleitorado do estado.


Poucos deputados se destacam em liberação de emendas parlamentares, e apresentação de projetos de aprovação popular. As reformas pretendidas pelo congresso nacional, não tem agradado a população.

Dos 12 parlamentares na Câmara Federal, pelo menos três podem não disputar a reeleição. Aguinaldo Ribeiro (Progressistas) e Efraim Filho (DEM), devem concorrer à uma vaga no Senado Federal, os dois buscam o apoio do governador da paraíba, João Azevedo (Cidadania), e Edna Henrique (PSDB) deve desistir da reeleição, para reforçar a pré candidatura do seu filho, Michel Henrique, à deputado estadual.

Pedro Cunha Lima (PSDB), deverá ter dificuldades para a sua reeleição. Primeiro colocado em 2014, com quase 180 mil votos, o tucano despencou na preferência do eleitor paraibano em 2018, perdendo mais de 100 mil votos, caindo para a oitava colocação. Nos bastidores, o PSDB estuda a possibilidade de substituir Pedro, por Cássio Cunha Lima.

Com o poder da Presidência da Assembléia Legislativa da paraíba, o deputado Gervasio Filho (PSB), teve um desempenho eleitoral vitorioso, obtendo nas eleições de 2018, quase 147 mil votos, ficando na primeira colocação. Já o seu desempenho político desagradou muitas lideranças do estado, que retiraram apoio a Gervásio, deixando o parlamentar em situação muito difícil para 2022.

Outro deputado que não garante, à título de hoje, a sua reeleição, é Julian Lemos (PSL). Eleito com um discurso conservador, ao lado do presidenciável Jair Bolsonaro, o parlamentar paraibano conseguiu uma vaga na Câmara dos Deputados. Esse discurso utilizado nas eleições passadas, caiu por terra com o rompimento político com o palácio do planalto, deixando Julian, em dificuldade para conseguir o voto bolsonarista na paraíba.

Destaque em rede nacional com o escândalo da operação da Polícia Federal, denominada “pés de barro”, que investigou o desvio de verbas federais, que deveriam servir para a construção de açudes na paraíba, o deputado federal Wilson Santiago (PTB), perdeu não apenas a direção do seu partido no estado, como também, apoios importantes, e o discurso para 2022. Na campanha do ano que vem, seus concorrentes deverão se valer do escândalo envolvendo Santiago, para tentar derrota-lo nas urnas.

Para conseguir a sua reeleição, o deputado Frei Anastácio, tem uma batalha interna no seu partido, que estuda a possibilidade de apresentar mais dois nomes fortes para a Câmara Federal, o ex deputado luiz couto, e o ex governador Ricardo Coutinho (caso consiga registro no TRE). Na realidade o PT, nunca teve unanimidade nas suas decisões, entre os partidários paraibanos.

Comandando o PDT na paraíba, contando ainda com a vice governadoria, e prestígio no Governo do Estado, o deputado federal Damião Feliciano, conseguiu em 2018, mais de 100 mil votos, sendo reeleito mais uma vez para a Câmara Federal. Em 2022, o cenário poderá ser bem diferente, o parlamentar perdeu força no Palácio da Redenção, e sua esposa, não mais poderá concorrer à vice governadoria, e pelo visto, não terá poder de indicação de um nome, para compor a chapa com o governador João Azevedo.

Os deputados Wellington Roberto (PL), Ruy Carneiro (PSDB) e Hugo Mota (Republicanos), estão em uma situação mais confortável, conseguiram ampliar suas bases de apoio em várias cidades do estado, não havendo maiores dificuldades para renovar seus mandatos. Já no Senado Federal, a senadora Nilda Gondim (MDB), não vai para a disputa em 2022, abrindo espaço para outros nomes da política paraibana. A Senadora ocupou a vaga, com a morte do senador José Maranhão, em fevereiro de 2021.


A Tribuna do Cariri Próxima pauta/ Eudo Nicolau

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