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Inflação no Brasil não para de subir; IPCA acumula alta de 6,76% em 12 meses



Crise sanitária, vacinas contra covid-19 que chegam a conta-gotas por falta de planejamento do governo e a inflação que não para de subir são fatores que empurram a economia do Brasil para um patamar de catástrofe sem precedentes. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgado hoje (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE) revela alta acumulada de 6,76% nos últimos 12 meses.


O mês de abril teve alta de 0,31%, o que aponta para uma leve desaceleração em relação ao mês anterior, com 0,93% registrada em março.


Apesar disso, não é motivo para comemorar. A alta acumulada já extrapolou o centro da meta definida pelo governo, que é de 3,75%, com variação aceitável entre 2,25% e 5,25%.

No ano, o índice acumula alta de 2,37%. Em abril de 2020, a variação havia sido de -0,31%.


Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito tiveram alta de preços em abril. O maior impacto (0,16 p.p.) e a maior variação (1,19%) vieram de Saúde e cuidados pessoais, que havia recuado ligeiramente em março (-0,02%). A segunda maior contribuição (0,09 p.p.) veio de Alimentação e bebidas (0,40%), acelerando em relação ao mês anterior (0,13%).


A alta do grupo Saúde e cuidados pessoais (1,19%) foi influenciada principalmente pelo resultado dos produtos farmacêuticos (2,69%), que contribuíram com 0,09 p.p. no índice geral. No dia 1º de abril, foi autorizado o reajuste de até 10,08% no preço dos medicamentos, dependendo da classe terapêutica. A maior variação no item veio dos remédios anti-infecciosos e antibióticos (5,20%). Além disso, houve alta também nos produtos de higiene pessoal (0,99%), com impacto de 0,04 p.p.


No grupo Alimentação e bebidas, a alta de 0,40% em abril frente a março (0,13%) é explicada pela alimentação no domicílio (0,47%), que havia recuado (-0,17%) no mês anterior. A maior contribuição (0,03 p.p.) veio das carnes (1,01%), que acumulam alta de 35,03% nos últimos 12 meses. Na sequência, vêm o leite longa vida (2,40%), o frango em pedaços (1,95%) e o tomate (5,46%). No lado das quedas, as frutas (-5,21%) foram o principal destaque, contribuindo com -0,05 p.p. no índice do mês.


Cálculo


O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de um a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília.


Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados entre 30 de março e 29 de abril de 2021 (referência) com os preços vigentes entre 2 e 29 de março de 2021 (base). Cabe lembrar que, em virtude da pandemia de COVID-19, o IBGE suspendeu, no dia 18 de março de 2020, a coleta presencial de preços. A partir dessa data, os preços passaram a ser coletados por outros meios, como sites de internet, telefone ou e-mail.


INPC tem alta de 0,38% em abril


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC do mês de abril foi de 0,38%, 0,48 p.p. abaixo do resultado de março (0,86%). No ano, o INPC acumula alta de 2,35% e, nos últimos doze meses, de 7,59%, acima dos 6,94% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em abril de 2020, a taxa foi de -0,23%.


Os produtos alimentícios subiram 0,49% em abril enquanto, ante 0,07% em março. Já os não alimentícios apresentaram alta de 0,35% em abril, contra 1,11% em março.


Todas as áreas investigadas apresentaram variação positiva no mês. O menor índice foi observado em Brasília (0,11%), principalmente por conta das quedas na gasolina (-1,47%) e nas frutas (-7,10%). Já o maior resultado ocorreu em Rio Branco (1,06%), por conta das altas na gasolina (1,95%) e nos produtos farmacêuticos (4,66%).


O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 05 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília. Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados entre 30 de março e 29 de abril de 2021 (referência) com os preços vigentes entre 2 e 29 de março de 2021 (base).


Com informações do IBGE

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